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Amanhecer
Bruno Kampel
Nem dor eterna nem sofrimento
intermin�vel nem solid�o perene:
com agulha e um fio de esperan�a
costuro um amanh� mais denso.
Cubro a tristeza com mel, e rindo
desoriento a dor que espreita, e
abrindo-me enterro o desamor
que tanto pesa.
Reinstalo no olhar o antigo brilho
inaugurando meu sorriso expl�cito
ao qual nomeio por decreto, vital�cio.
Deleito-me velejando em suas �guas,
mas como sempre, e como sempre, soa
o grito que o despertador emite, avisando
que chegou ao fim o sonho.
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